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Pois é, pessoal, o maior ícone do consumo de café dos Estados Unidos e, hoje, um fenômeno mundial, já está com os dois pés no Brasil.
Sempre houve muita especulação sobre a vinda da Starbucks para o nosso país, trazendo discussões sobre como eles fariam para trazer tantas origens do seu portfólio, se todos os serviços estariam presentes em suas lojas e, principalmente, se o pessoal pagaria mais caro para tomar café em copo descartável de papel...
Na verdade, acredito que sua chegada será muito benéfica para todo a cadeia do café, da produção aos pontos de serviço, pois ela trará uma série de conceitos que o consumidor brasileiro está pronto para compartilhar.
Gostaria de convidar você para acessar o interessante website www.cafepoint.com.br . Este site é voltado para todos os interessados em café, com diversas seções, e você pode se cadastrar gratuitamente.
Nele fiz um artigo sobre a evolução do consumo no Brasil, na seção "Bebida & Blends", onde justifico que nosso mercado consumidor está pronto para essa "nova onda".
Nesta foto acima, uma típica prateleira de uma loja Starbucks.
E aqui um detalhe: de uma loja em Santiago do Chile. Uma cidade do tamanho de Belo Horizonte e que possui mais de 10 lojas.
Eles estão fincando bandeira, a princípio, em São Paulo em um local acertadamente escolhido, o Morumbi Shopping.
Um início muito promissor. . .
Na sequência sobre os concursos de qualidade de café, há um destaque especial para os promovidos pela SCAA - Specialty Coffee Association of America.
Países produtores como a Guatemala, com o "The Exceptional Cup", e o Panamá, com o "Best of Panama", por exemplo, são alguns dos que se utilizam tanto do Método de Avaliação Sensorial da SCAA como de sua plataforma de leilão por internet.
Para se ter uma idéia, os lotes vencedores do concurso "Best of Panama" deste ano participaram do leilão mais movimentado de todos os tempos, sendo que o lote campeão atingiu notávies USD 50,25 pp (cinquenta dólares e vinte e cinco centavos por libra-peso), algo como USD 6,647.07 por saco de 60 kg !
Veja o resultado do leilão, que pode ser acessado através do webiste da SCAA (www.scaa.org/news.asp?article_id=76104439) :
No mercado internacional de café, as cotações são expressas em dólares americanos por libra-peso, que fica meio hermético para o pessoal do "mundo decimal". Para se converter na medida usada pelo mercado brasileiro, dólares americanos por saco de 60 kg, multiplique a cotação em libra-peso pelo fator 132,28.
Obviamente, experimentar esse café é o que muita gente queria... Afortunadamente, ele estava disponível na micro-rede premium Stumptown, como você pode vê-lo ofertado nesta foto a seguir:
USD 51.95 por 226 gramas !!!
Sim, a leitura está correta.
Caro ?
Pense comigo: para você preparar no modo brasileiro tradicional, o cafezinho, os 226 gramas renderão mais ou menos 1,8 litro de café.
Como normalmente a xícara em que o cafezinho é servido é de 50 ml, signfica que você poderá servir 36 xícaras (1,8 litro/0,05 l). Se você dividir o valor de USD 52 por 36, significa que cada xícara custará, em matéria-prima, USD 1.44 ou algo como R$ 3,15 .
Portanto, saborear um "like-champagne coffee" (café que lembra um "Champagne") não é um prazer tão caro. . .
Vale a pena, até como um presente para si mesmo.
Afinal, todos nós merecemos, não ?!
Trader de cafés especiais,
Presidente da SCAA - Specialty Coffee Association of America (Associação Americana de CafésEspeciais) em 2004,
Presidente da Utz Kapeh Foundation, ONG que possui um sistema de certificação de produção responsável de café com sede na Holanda,
Família de estirpe dinamarquesa,
Surfista Radical nos anos 70 e
Santista!
Este é o Christian Wolters, que combina ousadia, estratégias refinadas e grande desprendimento nos negócios e na vida...incentivando fortemente os pequenos produtores de café, como vemos na foto abaixo, quando ele oferecia um café produzido em Poço Fundo, MG, ao Dismas Smith, durante uma visita a uma pequena propriedade certificada como produtora Orgânica e Fair Trade:
A seguir, uma foto que tirei no metro de Tokyo, em sua primeira visita ao Japão, quando simplesmente não conseguiu saber onde estava, nem para onde ia. . .
No entanto, sua face mais descontraída está no surf, onde mantém sua onda com a empresa de pranchas Viking, fundada em 1973 juntamente com o seu irmão, e onde ele desenha dos mais diversos formatos. Sim, ele é um shaper (quem projeta) de mão cheia!
Veja notas no www.surfpoint.com.br e no www.conbelive.com.br .
E para radicalizar mais, seu grande amigo Marco Figueiredo, trader da empresa Blaser & Wolthers, que é artista plástico nos momentos de relax do mundo dos negócios de café, fez uma série incrível de pranchas artísticas. Marco gosta de traços vigorosos, mesclando formas geométricas e sinuosas, com cores fortes e contrastantes.
Veja, abaixo, Marco executando uma das pranchas:
Veja, a seguir, Marco finalizando outra prancha de série especial da Viking:
Saiba mais sobre o "radical" Christian através do www.vikingsurfboards.com .
É o Specialty Surf !
Não apenas a cafeteira Bialetti, que hoje é muito conhecida como a "Cafeteira Moka" ou "Moka Italiana" aqui no Brasil, prepara um espresso simulado.
Veja, agora, uma seleção interessantíssima de outras cafeteiras que possuem sistema assemelhado ao da Bialetti, todas da coleção particular da Companheira de Viagem Monica Leonardi:
Na peça acima, o vaporizador literalmente "entra pelo bico". . .
Este tem o sugestivo nome de Pinocchio, devido à tampa com o formato do boneco de madeira que queria ser um menino...
Veja abaixo, sob outro ângulo, seu elegante design:
Certamente o mais famoso sistema italiano de preparo doméstico de café é o Bialetti.
Criado em 1933 por Alfonso Bialetti, a cafeteira, que recebeu o nome de Moka Bialleti logo se tornou um ícone italiano.
Confeccionado em alumínio, a cafeteira possui um reservatório inferior que vai direto à chama do fogão, e que se constitui numa "panela de pressão", tanto que há uma válvula de segurança caso haja algum problema de entupimento, como é possível ver na foto abaixo:
Intermediariamente, há uma peneira, que fica encaixada junto ao reservatório inferior, e é onde fica o pó de café, que deve ter uma moagem preferencialmente fina.
Sob aquecimento direto da chama do fogão, cria-se um ambiente de sobre-pressão no recipiente, de forma que a água fervente, que está numa temperatura acima dos 100°C, no caso de estar ao nível do mar, forçosamente sobe para o compartimento superior, onde está o pó de café.
Uma vez umedecido e com o inundamento do compartimento onde está o pó, resta à água agora mesclada com o café, ainda sob aumento da temperatura, continuar seu caminho para cima.
Antes de atingir o recipiente superior, há uma fina peneira, que filtra a solução e, consequentemente, retendo o pó.
O líquido sobe por um fino tubo instalado no centro do recipiente, até atingir o seu topo, onde há furos que funcionam como aspersores. O objetivo original desse desenho é proporcionar a formação de um "creme" com a incorporação do ar no momento da aspersão.
No entanto, há um efeito danoso, em sua fase inicial: como a temperatura da parede do recipiente está bastante elevada e as gotas ao sairem do tubo ficarem micronizadas, há uma inevitável queima do café dissolvido nas gotas que se vaporizam.
Por isso, uma das características do café preparado nessa peça sempre apresentam um amargor típico de queimado...
A Muka Bialetti, que tem como diferencial uma peça junto à saída do tubo no recipiente superior, foi lançada para oferecer um preparo de café com leite e, também, opcionalmente o café com o leite vaporizado (café macchiato).
Onde está a diferença?
No recipiente superior é colocado o leite, que recebe o líquido sobre-aquecido através de um difusor que fica numa posição submersa.
Bingo!
As micro-gotas sob pressão dentro do leite promovem a quebra das partículas de gordura e, ao mesmo tempo, incorporam ar, criando o "colchão de ar".
E detalhe: o leite está apenas aquecido, bem abaixo do ponto de fervura, de modo que a incorporação do café torna a bebida encorpada e sem o sabor de queimado.
Se puder, teste as duas cafeteiras.
A propósito: a Muka, além de tudo, tem um design divertido, imitando a estampa de uma vaca da raça holandesa...
Acima, uma vista do botão que, uma vez pressionado, permite vaporizar o leite.