| S | T | Q | Q | S | S | D |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | 2 | 3 | ||||
| 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9 | 10 |
| 11 | 12 | 13 | 14 | 15 | 16 | 17 |
| 18 | 19 | 20 | 21 | 22 | 23 | 24 |
| 25 | 26 | 27 | 28 | 29 | 30 |
1. Uma bela escultura em pedra representando grãos de café, exposta permanentemente no jardim do Museu do Café mantido pela empresa UCC - Ueshima Coffee Company, na cidade portuária de Kobe, Japão. Esse museu possui um dos mais completos acervos sobre o café no mundo, apresentando material sobre aspectos agronômicos, sobre as diferentes origens no mundo, a industrialização e formas de preparo. Vale a visita!
2. Esta é uma linha de seleção de grãos de café, na Nicarágua. Sob forte luz branca, as pessoas tem de retirar grãos que apresentem defeitos, como fermentados e quebrados.
No Brasil, alguns locais, como fazendas, apresentam esse tipo de esteira, mas somente a título de curiosidade histórica, pois economicamente é inviável o seu uso em nosso país.
3. A chamada Seleção por Cores dos grãos de café é feita em máquinas que utilizam feixes de luzes, ajustadas em frequências que podem identificar os grãos que apresentam problemas e os separam dos saudáveis.
Grãos de verde intenso correspondem aos grãos verdes, colhidos muito antes do momento ideal, e que conferem sabor muito adstringente ao café.
Grãos fermentados, que sofreram fermentação acética (ácido acético = base do vinagre), tendem a um amarelado.
Grãos literalmente pretos sofreram transformações em sua estrutura interna e têm normalmente um grande número de substâncias fenólicas, que conferem um gosto amargo medicinal (óleo de rícino e "parentes"...).
4. Um saco de café verde cru de El Salvador com motivos maias. Cada origem procura aplicar um desenho que seja chamativo, pois diversos torrefadores gostam de fazer "coleções" de sacos.
Um detalhe: fala-se, em jargão de mercado, para o café não industrializado, ou seja, aquele que saiu da fazenda, que é "café cru" ou "café verde". Porém, este último, é o mais empregado, pois até internacionalmente é tratado como "green coffee", que signfica "café verde" em português.
1. O café cru, também chamado de café verde, normalmente é embalado em sacos de juta, salvo raríssimas exceções, como é o caso das famosas barricas de madeira do Jamaica Blue Mountain. Dois são os principais países produtores dessa fibra: Brasil e Índia. Na foto acima, está uma etiqueta de um saco de juta produzido na Índia.
2. Mas, o Brasil mantém a liderança tanto na produção de sacos de juta, como na inovação de tecnologias com foco na manutenção da qualidade dos grãos de café. A Cia. Têxtil de Castanhal, por exemplo, foi a primeira a lançar sacos de juta tratados com óleos vegetais, ao contrário da tecnologia tradicional, que emprega hidrocarbonetos oriundos do petróleo.
Os sacos de juta do Brasil oferecem, portanto, maior segurança, não passando resíduos que podem ser danosos à saúde humana.
3. Este é um recente lançamento da Bialetti, empresa italiana que desenvolveu uma famosa cafeteira que tenta reproduzir as condições de preparo de um espresso. A Muka Express utiliza o mesmo conceito, porém é mais específica para o preparo de cappuccino e café com leite.
Na parte inferior, que pode ir ao fogão ou a uma base elétrica, deve ser colocada a água. Entre esta parte e o corpo superior fica um filtro onde é posto o café moído, fechando a parte inferior, que se torna uma "panela de pressão".
Como aquecimento da água, esta sobe por um tubo interno e hidrata o pó de café, promovendo, então, a extração.
4. No topo, ao centro, da Muka Express existe um botão que possui dois movimentos: um vertical, que é para fechar o tubo interno e fazer com que o sistema funcione como a "panela de pressão", e um na horizontal, que serve para regular a vazão do vapor no leite, que fica na parte superior, decorada tal qual uma vaquinha holandesa.
Vale a pena visita o website deles, ww.bialetti.com e clicar no link da Muka Express. Há um vídeo interessante que mostra como é feito tanto o cappuccino quanto o café com leite, narrado num inglês bem italiano...
1. Um pirata boa praça...
2. A Bela Arianna Hearing, da Costa Oro International, de Portland, OR.
3. McNulty´s, desde 1895, talvez a mais antiga loja de cafés e finíssimos chás de New York. Vale a passada!
4. Patricia "Trish" Skeie, exímia barista e cupper (degustadora de café), Seattle, WA.
1. Mosaico formado pelas linhas de café. Carmo de Minas, MG.
2. Primeiro par de folhas do cafeeiro, chamado de "Orelha de Onça".
3. Fases do Amadurecimento. Bela concepção e execução do Companheiro de Viagem Akio Yamaguchi.
4. Uma foto que gosto muito: Solitário. Uma árvore em meio à lavoura de café, em Manhumirim, MG.
Um outro sistema que vem ganhando muitos adeptos na indústria é o chamado Torrador de Leito Fluidizado, que trata-se, na realidade, de uma torra feita com ar quente, semelhante às pipoqueiras elétricas.
Este sistema consiste em um gerador de calor para aquecer o ar combinado com um ventilador muito potente, de forma que deixa os grãos de café suspensos, lembrando um líquido, daí o nome de "leito fluidizado".
Abaixo, um torrador residencial desse sistema:
Na parte de baixo está o conjunto aquecedor de resistência e ventilador. Em seguida, fica o recipiente para os grãos de café, que se assemelha a um copo com fundo furado para permitir a passagem do ar quente.
Finalmente, na parte superior, fica um sistema de peneira que capta as películas que recobrem os grãos de café e que se soltam durante a torração. Assim, torna, digamos, a operação mais limpa.
Veja em close os grãos crus no início do processo de torra, já sob efeito do insuflamento de ar:
Agora, torrado:
Observe algumas películas junto aos grãos de café.
Este processo é bastante rápido e bastante eficiente, se comparado com o torrador de tambor.
Este sistema foi desenvolvido por um engenheiro norte-americano de nome Sievitz, que mora nos arredores de Seattle, WA. Sua oficina lembra muito uma garagem do Professor Pardal, tal a parafernália de equipamentos e peças.
Prof. Sievitz tem um livro que é referência em termos de informações técnicas, tabelas para cálculos e base teórica, sendo considerado como um manual básico dos engenheiros da indústria do café.